STJD indicia Grêmio e dirigente por suposto caso de racismo no Gre-Nal pelo Brasileiro Feminino

A procuradoria do órgão pediu também a suspensão da dirigente até que se julgue o mérito da denúncia, diante da gravidade

Foto: Will Anacleto/Grêmio FBPA
Foto: Will Anacleto/Grêmio FBPA

Passada quase um mês da acusação de injúria racial envolvendo o nome da executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, o caso ainda tem seus devidos desdobramentos.

Nesta segunda-feira (13), a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) protocolou uma denúncia envolvendo tanto o Grêmio quanto o nome da dirigente por conta desta acusação.

Ambas as partes foram indiciadas no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que diz: praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

A pena pode ir desde a uma suspensão de cinco a dez jogos, se o caso envolver um atleta, seja suplente, treinador, médico ou até mesmo um membro da comissão técnica. Se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida ao código, ela poderá ser suspensa de quatro a doze meses, além de ser multada em valores que podem ir de 100 a R$ 100 mil.

Para o caso do Tricolor Gaúcho, se cogita a possibilidade de perca de pontos, multa na casa dos R$ 100 mil e obrigação de criar políticas para coibir, de fato, o racismo. A procuradoria do órgão solicitou que até que seja julgado o mérito da denúncia, diante da gravidade do ocorrido, Bárbara Fonseca esteja suspensa de suas atividades no clube.

Relembre o caso

No final de março, especificamente em 28 de março deste ano, Inter e Grêmio duelaram pelo Brasileirão Feminino no SESC Protásio Alves.

Um integrante da torcida organizada Camisa 12 abriu um boletim de ocorrência pouco depois do jogo. Nele, ele relatou que Fonseca gritou: “sai, filho da p, macaco filho da p“.

Em nota, o Grêmio rechaçou o caso, afirmando que a acusação era inverídica e que profissionais do clube haviam sido ofendidos por torcedores colorados. Nas redes sociais, Bárbara veio a público e chamou a acusação de “inverídica e leviana”, dizendo ainda que as testemunhas atestam que o que o torcedor relatou, acabou não acontecendo.

Segundo informações do ge, uma testemunha confirmou que houve a injúria e há a possibilidade do inquérito ser concluído nesta quarta-feira.

João Hudson

João Hudson

Cearense com muito orgulho. 20 anos de idade, passei por Esporte News Mundo, VAVEL Brasil e FutCearense.
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