Campeã da prova feminina, Suellen conquistou bicampeonato após período de dificuldades com lesões e Wesley, de 19 anos, celebrou seu primeiro título da categoria em casa, com direito a recorde pessoal
Suellen Vitória Silva de Sant Anna (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) e Wesley Henrique Dionísio da Silva (AD Centro Olímpico-SP) são os atletas mais rápidos do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo Sub-23. Os dois jovens atletas venceram a prova dos 100 metros na tarde desta sexta-feira (12/6), na pista do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo.
Para Suellen, o ouro na prova foi uma alegria a mais. A velocista de 22 anos, treinada por Vânia Valentino, passou por uma série de lesões e estava em busca de retomar os bons resultados. Por isso, entrou na prova de olho no cronômetro, e acabou, como consequência, conquistando o título.
“Eu não estava me importando com medalha. Eu queria a marca, queria voltar a correr na casa de 11.50 de novo, e eu consegui”, disse a atleta, que ficou emocionada e chorou muito com a conquista. Suellen venceu com o tempo de 11.57 (1.5). “Eu amei a prova. Não sei nem o que dizer porque enfrentei muitas dificuldades, não acreditava mais em mim. Enfrentei muitas lesões, não corria na casa de 11.50 desde 2024. Voltar é muito bom.”
Este é o segundo título brasileiro sub-23 de Suellen nos 100 metros. Em 2023, na disputa realizada em Bragança Paulista (SP), ela conquistou seu primeiro ouro com recorde pessoal (11.49). A velocista, que começou no atletismo aos 12 anos, no Projeto Futuro Olímpico do Rio de Janeiro, também foi campeã brasileira sub-23 nos 200 metros em 2022.
Agora, Suellen tem como principal objetivo na temporada a disputa do Campeonato Sul-Americano Sub-23, de 14 a 16 de agosto, em Santa Fé (Argentina). Todos os campeões do Brasileiro Sub-23 estão automaticamente classificados para a disputa continental.
Wesley Dionísio comemorou “em casa” o seu primeiro título brasileiro sub-23 nos 100 metros. Aos 19 anos, o velocista revelado pelo Centro Olímpico está em seu primeiro ano na categoria. Treinado por Victor Fernandes, conquistou o ouro com seu recorde pessoal na prova, 11.32 (-0.8). Wesley treina na estrutura mantida pela Prefeitura de São Paulo desde 2016 – aos 10 anos, passou em uma peneira e começou no atletismo.
“Estou muito feliz com a prova, com a minha marca. É sempre bom melhorar. Passei por algumas lesões no começo do ano e consegui voltar bem. Vim confiante para a prova e o resultado saiu”, disse o velocista, que tinha 10.44, conquistado em abril, como seu melhor tempo.
Animado com os resultados, Wesley diz que focará no Sul-Americano Sub-23 e também no Troféu Brasil, no fim de julho, sempre em busca de melhorar seu tempo nos 100 metros. “Quero muito pegar uma final no Troféu Brasil, estar entre os melhores do atletismo adulto. Quero diminuir ainda mais minha marca, faz tempo que quero correr na casa de 10.20. Ainda tem muito por vir neste ano.”
No lançamento do martelo, Agnys Eduarda Ribeiro dos Santos (Instituto de Atletismo de Campo Mourão-PR) sagrou-se bicampeã da prova com o recorde do campeonato. A atleta de 22 anos alcançou o resultado de 60,36 m, superando a marca anterior, 59,34 m, que era de Ana Lays Bayer desde 2017.
Nos 400 metros com barreiras, Camille Cristina de Oliveira (Pinheiros-SP) conquistou o tricampeonato da prova na categoria. Atual recordista do campeonato (57.00, de 2023), venceu na tarde desta sexta-feira (12/6) com o tempo de 57.50. “Sou muito grata por essa oportunidade, mas não estou feliz com a marca. Estou contente pela primeira colocação, mas sei que estou muito bem preparada para entregar um resultado muito melhor”, disse a atleta de 22 anos, que é treinada por Sanderlei Parrela.
Na disputa masculina, Victor Elias Lino Chaves dos Santos (Orcampi-SP) garantiu seu primeiro título brasileiro sub-23 com recorde pessoal: fez a marca de 51.37, melhorando seu resultado anterior, que era 51.67, de 2025. Treinado por Aline Silva, Victor, de 20 anos, está em seu primeiro ano na categoria.
Ainda nos 400 metros com barreiras, Luana Cibele Sousa Castro (Sesi-SP) e Lucas De Almeida Rosa (Corville-SC) repetiram os índices para o Mundial Sub-20 do Oregon (EUA), em agosto. Luana, de 19 anos, terminou a prova em 4º lugar, com o tempo de 1.00.06. Já Lucas, de 18 anos, foi vice-campeão brasileiro sub-23 com a marca de 51.41.
Sabrina Pena conquista o bicampeonato nos 1.500 metros
Em uma manhã fria e de muita chuva em São Paulo, Sabrina Gabrieli Pena (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) conquistou, na sexta-feira (12/6), o bicampeonato dos 1.500 metros. A paranaense de 20 anos completou a prova em 4:29.53.
“Os 1.500 metros não são minha prova principal e não foi a minha melhor marca”, disse Sabrina, que tem 4:28.07 como recorde pessoal, conquistado justamente na vitória do Brasileiro Sub-23 de 2025, em Bragança Paulista. “Minha prova principal é os 800 metros, que vou correr amanhã (sábado)”, disse a meio-fundista.
Os objetivos de Sabrina para os 800 metros são grandiosos. Apesar da pouca idade, tem como meta vencer o Troféu Brasil, que será realizado em São Paulo, no fim de julho. “Mesmo sendo sub-23, todo meu foco está nos 800 m”, ressalta. A jovem meio-fundista foi vice-campeã em 2025, com seu então recorde pessoal (2:05.04). Nesta temporada, Sabrina tem mostrado sua evolução e destruiu seu antigo PB. No Troféu Adhemar Ferreira da Silva, realizado em abril, fez 2:02.86.
Em maio, Sabrina disputou sua primeira competição adulta com a seleção brasileira – terminou em 5º lugar a final dos 800 metros do Campeonato Pan-Americano de Lima, no Peru. Vice-líder do ranking brasileiro na prova, foi convocada para disputar a primeira edição do Campeonato Pan-Americano, que será realizado entre os dias 26 e 28 de junho, em Medellín, na Colômbia.
Nascida na cidade de Mandaguari, no norte do Paraná, Sabrina completa 21 anos em dezembro. Seu técnico é Anderson da Silva Carmo, e treina em uma pista de pedra, de 250 metros, em um campo de futebol. “Sempre treinei na cidade, onde nasci e moro até hoje”, contou. Estudante do curso de Fisioterapia, disse que quer terminar primeiro a graduação antes de pensar em sair da cidade natal.
A primeira final do dia, iniciada às 6:40 da manhã, foi a meia maratona (21.097 metros) da marcha atlética feminina em pista. Thaliane Cruz, da Prefeitura Municipal de Colombo-PR, venceu com a marca de 1:55.53.3. Por ser uma prova que passou a integrar o programa oficial da World Athletics em 2026, o resultado da marchadora passa a ser referência para o recorde brasileiro, já que fez sua estreia em uma competição nacional.
A programação da manhã terminou com a disputa dos 400 metros rasos. Na prova feminina, Julia Aparecida Ribeiro (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) tornou-se bicampeã brasileira sub-23 com a marca de 54.10. Escolhida como a melhor atleta feminina da competição em 2025, Julia tinha metas ousadas para a edição de 2026: buscar seu recorde pessoal (52.45) e o recorde brasileiro sub-23 (51.84). Mas a chuva e o frio na capital paulista atrapalharam os planos.
“Hoje a gente veio com um pensamento, mas todo atleta sabe que às vezes precisa recalcular a rota. Vimos o clima, e o cenário não seria bom para marca. Então, para evitar algum problema, uma lesão, preferi fazer uma prova com segurança. Mas estou feliz demais com o ouro, é bom para mim e para o clube”, disse a atleta, que tem três títulos nacionais sub-18 e três sub-20. “Ainda dá tempo de ganhar mais um!”, brincou Júlia, que completou 21 anos em maio. Treinada por Gilberto Miranda, agora retomará sua preparação com vistas à disputa do Troféu Brasil.
Na disputa masculina, Emerson Vieira do Nascimento (Adepol-DF) conquistou seu primeiro título brasileiro sub-23. O atleta de 22 anos, treinado por Manuel Evaristo Neto, fez o tempo de 45.96.









