Surto Opina: Com quantos atos e tempo de transição se faz uma eliminação na VNL?

Brasil vence China por 3 a 0 na última partida da primeira fase da VNL, mas não segue adiante

Foto: Volleyball World
Foto: Volleyball World

Muito se tem falado e discutido sobre um hipotético período de transição na Seleção Masculina de Vôlei. Nesta edição do Surto Opina, vamos falar a respeito disso e da eliminação dos comandados de Bernardinho na Liga das Nações de Vôlei Masculino.

VENCEU, MAS DÁ ADEUS

Com as combinações de resultados que aconteceram neste final de semana e a sequência de derrotas do time brasileiro, a equipe ficou de fora da fase final na China. Nem mesmo a vitória por 3 sets a 0 diante da limitada seleção chinesa foi o suficiente para evitar um dos maiores vexames da história recente do voleibol nacional.

Se contarmos com quem antecedeu a VNL, que foi a Liga Mundial, a catástrofe é ainda pior. O Brasil não foi a fase final na edição de 1991.

TRANSIÇÃO… QUE TRANSIÇÃO?

Há um tempo se fala: “Esta seleção que aí está, está num período de transição”. Do título conquistado na VNL em 2021, com a fase final em Rimini na Itália, para 2026, se passaram cinco anos. Do elenco de 2021 para o de hoje, 5 permanecem: Lucarelli, Douglas Souza, Cachopa, Maique, Flavio.

A pergunta que vale um milhão de dólares: que tipo de transição é essa?

A INSISTÊNCIA NO QUE NÃO SERVE

A participação do Brasil nesta VNL é marcada também pela teimosia. Em muitos momentos dela, Bernardinho insistiu em peças que não davam certo. Maique e Matheus Brasília são bons exemplos disso.

Maique em muitos momentos desta VNL oscilou, errando no que não deveria errar, recebendo reclamações do próprio Bernardinho por isso e como se não bastasse, não aceitando ouvir críticas. Desde a segunda semana, pelo voleibol deixando a desejar, Maique fazia por merecer ficar no banco de reservas.

Brasília por sua vez, vinha oscilando no SADA Cruzeiro e nem de longe, foi uma das principais peças do time que bateu o Vôlei Renata na final da Superliga. Havia mesmo a necessidade de insistir?

COM A INSISTÊNCIA, A NECESSIDADE DE REFORMULAR

Com a eliminação vexatória, já está mais do que na hora de uma reformulação. Antes de elegermos atleta x ou y, ou o treinador como os culpados por esse desastre, é necessário pensar em uma reformulação de cima para baixo, e para além disso, se fazem necessárias explicações.

Esta foi a pior posição do Brasil desde a criação da VNL em 2018.

  • 2018: 4º lugar
  • 2019: 4º lugar
  • 2021: Foi campeão
  • 2022: 6º lugar
  • 2023: 6º lugar
  • 2024: 7º lugar
  • 2025: 3º lugar

De um modo geral, o voleibol masculino brasileiro vem quebrando sucessivos recordes negativos.

2023- O Brasil não ganhou o Sul-Americano de Vôlei após 59 anos – falarei mais sobre ele no próximo parágrafo

2024- Fora das semifinais olímpicas pela primeira vez no século

2025- Eliminação no Mundial pela primeira vez desde 1970.

É necessário recalcular a rota, antes que o futuro de uma seleção tão vitoriosa como o Brasil comece a ser posto em xeque e algo ainda pior aconteça. O que mais está faltando, aliás?

ESTÁ ACESO O SINAL DE ALERTA

Em meio a uma participação na VNL completamente melancólica, já se acende o sinal de alerta para o Sul-Americano no Maracanãzinho. Antes dele, o Brasil fará uma série de amistosos no Japão, Itália e França, e posteriormente, irá se preparar para o torneio em setembro.

Encerro este artigo fazendo uma citação a “O amanhã”, canção de Simone. Como será o amanhã do vôlei masculino brasileiro? Responda quem puder.

*As opiniões expressas nesse texto são de total responsabilidade de seus autores, e não necessariamente refletem a opinião do Surto Olímpico.

João Hudson

João Hudson

Cearense com muito orgulho. 20 anos de idade, passei por Esporte News Mundo, VAVEL Brasil e FutCearense.
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