Noeslem Lima, head coach de badminton do clube, e sua filha Julia Bisotto Lima, de 12 anos, alternam papéis na quadra e vida pessoal
Chegado ao Recreio da Juventude (RJ) em 2021 para ajudar no projeto de crescimento do departamento de Badminton do clube, Noeslem Lima trouxe consigo a filha, Julia Bisotto Lima, de 12 anos. Desde então, concilia a relação entre pai e treinador em um ambiente que exige equilíbrio, disciplina e dedicação.
Para Noeslem, é uma missão separar os papéis. “Sempre foi um dilema. Quero que ela evolua como atleta, mas sem sofrer uma cobrança excessiva por ser filha do técnico. Ao mesmo tempo, também não quero que tenha qualquer privilégio. É um equilíbrio que precisa ser construído todos os dias”, explica. Segundo ele, Julia, que integra a categoria sub-13, também consegue distinguir bem as duas funções. “Ela costuma dizer que em casa eu sou uma pessoa e na quadra sou outra, e que ela precisa saber diferenciar o pai do técnico”, conta.
Ao longo de cinco anos dentro do clube, já viveram momentos inesquecíveis. Entre eles, a primeira medalha nacional conquistada por Julia, em 2023, e mais recentemente, a primeira convocação para a Seleção Gaúcha de badminton. “Foram momentos muito emocionantes. Ver essa evolução é algo que me enche de orgulho como pai e como treinador”, destaca.
Além das quadras, Noeslem destaca o amadurecimento da filha como pessoa. Segundo ele, o badminton contribuiu para desenvolver maturidade, responsabilidade e autonomia desde cedo, com viagens longe de casa, ficando em hotéis longe da família e aprendendo a lidar com diferentes situações e pessoas. “O esporte forma pessoas, e acompanhar esse desenvolvimento é um privilégio. Além disso, em uma rotina tão intensa de competições, tê-la ao meu lado torna o ambiente muito mais leve”, completa.









