Os ciclistas foram surpreendidos por testes na madrugada do domingo
A entidade máxima do ciclismo mundial (UCI) defendeu, na quarta-feira, a realização de testes antidoping noturnos no Tour de France, após controles envolvendo o líder da prova, Tadej Pogacar, e seu rival, Jonas Vingegaard, gerarem críticas; a entidade afirmou que o combate ao doping continua sendo uma “prioridade absoluta”.
Pogacar, da UAE Team Emirates-XRG, e Vingegaard, da Visma-Lease a Bike — que, desde então, abandonou a competição —, foram submetidos a testes antidoping surpresa nas primeiras horas de domingo, por volta das 5h e das 2h da manhã, respectivamente.
A UCI declarou que tais verificações são “excepcionais” e realizadas apenas em “circunstâncias limitadas e justificadas”, ressaltando a importância de preservar a integridade do esporte por meio de medidas antidoping rigorosas.
O ciclista esloveno Matej Mohoric afirmou na terça-feira que também passou por um teste às 5h da manhã durante o Tour deste ano, sem especificar a data.
Os controles noturnos foram criticados pela CPA, a associação internacional de ciclistas, que alegou que essa prática “vai contra os objetivos pretendidos” devido ao impacto na recuperação dos atletas.
“Diante de diversas reações nos últimos dias aos controles antidoping surpresa realizados pela International Testing Agency (ITA) durante o Tour de France — em particular após a declaração emitida pela associação de ciclistas profissionais (CPA) —, a Union Cycliste Internationale (UCI) deseja se manifestar e reafirmar que o combate ao doping é uma prioridade absoluta”, afirmou a entidade máxima do ciclismo mundial em um comunicado.
“A UCI reconhece, naturalmente, que testes noturnos podem prejudicar o descanso e a recuperação dos ciclistas, e reitera que a realização de tais controles fora do horário habitual permanece uma medida excepcional, reservada para circunstâncias limitadas e justificadas”, acrescentou.
A UCI declarou que “apoia totalmente o uso, pela ITA, de todos os meios à sua disposição para cumprir sua missão da maneira mais eficaz possível”. A ITA gerencia o programa antidoping da UCI desde 2021.
Mais cedo, na quarta-feira, o Movimento por um Ciclismo Credível (MPCC) pediu que se “mantenha a atenção sobre essas questões e se apoie o desenvolvimento de sistemas antidoping robustos”.
“A história do ciclismo mostrou que fragilidades e brechas nos sistemas antidoping e de controle de localização podem ser exploradas”, afirmou o MPCC.
“Portanto, identificar onde tais vulnerabilidades podem existir é essencial para que medidas adequadas possam ser propostas para enfrentá-las.”
A ITA informou na terça-feira que havia realizado exames em todos os ciclistas que permaneciam na competição durante o segundo dia de descanso, na segunda-feira, como parte de um programa abrangente de Passaporte Biológico do Atleta.









