Atletas tem que ter condições específicas para competir
A World Boxing anunciou que vai permitir que atletas de Russia e Belarus possam competir como atletas individuais neutros.
A federação internacional abriu as portas na terça-feira para que boxeadores de ambos os países filiados ao COI participem de competições como Atletas Neutros Individuais, em consonância com a posição do órgão olímpico após a guerra na Ucrânia.
O Conselho Executivo da Federação Mundial de Boxe aprovou as condições para o retorno da Rússia e Belarus ao boxe durante sua reunião deste mês, com efeito imediato. A estrutura abrange atletas, treinadores, equipe de apoio e oficiais de ambas as nações e será aplicada a competições organizadas pela federação principal e pela Federação Europeia de Boxe, sua confederação continental na Europa, ou por federações nacionais filiadas em eventos internacionais.
A medida ocorre um mês depois de o órgão dirigente ter endossado os pedidos de filiação das federações de boxe da Rússia e da Bielorrússia, um passo que permitiu a reabertura de um caminho para ambas no calendário internacional, ainda que sob um regime limitado. A organização afirma que o procedimento “reflete a abordagem adotada pelo Comitê Olímpico Internacional” e já informou formalmente ambas as federações, por meio de uma carta de seu secretário-geral, sobre como será implementado.
O aguardado retorno não representa a readmissão oficial da Rússia e da Bielorrússia como seleções nacionais em pleno sentido, mas sim a participação de seus boxeadores sob o status de Atletas Neutros Individuais (AIN). Ambos os países foram excluídos do circuito internacional em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, apoiada pela Bielorrússia, e a subsequente recomendação do COI de excluir seus atletas e dirigentes das competições. A World Boxing agora permite o retorno aos ringues, porém sem bandeiras, hinos, símbolos nacionais ou uniformes próprios, e sempre sujeito a uma prévia avaliação de elegibilidade.
A neutralidade será visível em todas as etapas do torneio e “não haverá uso da bandeira do país ou da federação nacional durante a competição”, segundo o último comunicado da organização. Se um boxeador russo ou bielorrusso conquistar uma medalha de ouro, seu hino não será executado; se subir ao pódio, a bandeira usada na cerimônia exibirá o logotipo AIN, enquanto os gráficos da televisão e todas as informações oficiais da competição identificarão os atletas apenas sob essa designação. Essas regras serão aplicadas a todas as categorias de idade em eventos organizados diretamente pela World Boxing ou pela European Boxing.
O mesmo princípio se aplica ao vestuário: os boxeadores devem competir com a sigla “AIN” visível em seus coletes, e não “RUS” ou “BLR”, e não poderão exibir nenhum logotipo de seu país ou federação nacional em seus uniformes. Treinadores, equipe de apoio e dirigentes deverão usar roupas neutras, previamente submetidas à aprovação da World Boxing. Da chegada à partida, nenhum membro da delegação da AIN poderá usar roupas com bandeiras ou emblemas nacionais em qualquer ambiente de competição, incluindo a entrada, o sorteio, a pesagem e a reunião técnica. Essa exigência será aplicada a todas as categorias de idade em competições nas quais as seleções nacionais participem.









