World Gymnastics se pronuncia sobre retirada de restrições da Rússia: “Tratamento igualitário”

Belarus também foi liberada das restrições

Foto: Arthur Novosiltsev / Moskva News Agency
Foto: Arthur Novosiltsev / Moskva News Agency

A World Gymnastics, que é a Federação Internacional de Ginástica, se pronunciou na terça-feira (19) sobre a retirada de restrições da Rússia.

A entidade máxima do ginástica citou o princípio da igualdade de tratamento na terça-feira para justificar sua decisão histórica, anunciada no dia anterior e tomada contra a vontade do Comitê Olímpico Internacional (COI), que havia solicitado a manutenção da suspensão.

A Federação Internacional de Ginástica (FIG) tornou-se a primeira federação a readmitir a Rússia, uma decisão tomada pouco mais de um mês depois de o COI ter aconselhado as federações internacionais a readmitirem a Bielorrússia. No entanto, a Rússia continua sob escrutínio devido a questões como a falta de transparência em relação aos seus sistemas antidoping.

Anunciada em comunicado e adotada pelo Comitê Executivo da Federação Internacional de Ginástica (FIG) durante uma reunião em Sharm el-Sheikh, no Egito, a decisão da FIG representou a reintegração completa da Rússia e da Bielorrússia nas cinco modalidades: ginástica artística, rítmica, trampolim, acrobática e aeróbica.

“O Comitê Executivo decidiu suspender todas as restrições aplicáveis ​​aos atletas russos e bielorrussos desde fevereiro de 2022, com efeito imediato”, diz o comunicado. “Portanto, as regras especiais da FIG não estão mais em vigor”, conclui.

A decisão marcou uma mudança política na situação que prevalecia nos últimos quatro anos, permitindo novamente que atletas russos e bielorrussos competissem sob suas bandeiras e com seus hinos nacionais. Também revogou as sanções impostas após a invasão da Ucrânia em março de 2022 e a subsequente guerra, que permaneceram em vigor para ambos os países em grandes eventos esportivos internacionais.

Desde que a FIG (Federação Internacional de Ginástica) tomou sua decisão na segunda-feira, tem enfrentado críticas de diversas federações esportivas, sem inicialmente apresentar explicações. Em contrapartida, a Federação Russa de Ginástica saudou a medida, com seu presidente, Oleg Belozerov, elogiando a decisão da FIG de “restaurar plenamente os direitos dos atletas russos, devolvendo-lhes a oportunidade de competir sob a bandeira e com o hino nacional”.

Além de invocar o princípio da igualdade, a World Gymnastics justificou sua posição referindo-se ao apoio ao “verdadeiro espírito do esporte”. Consequentemente, o sistema de Atletas Neutros Autorizados, em vigor desde março de 2023 após recomendação do COI, deixará de ser necessário. Segundo esse sistema, atletas sem histórico militar ou apoio público à guerra podiam competir sem as bandeiras da Rússia ou da Bielorrússia e sem seus hinos nacionais, após um processo de aprovação.

Os primeiros atletas russos a competirem oficialmente sob seus símbolos nacionais novamente serão os membros da equipe da Copa do Mundo de ginástica acrobática. As etapas estão programadas para ocorrer na Bulgária e no Azerbaijão entre o final deste mês e junho. Outros eventos acontecerão no Azerbaijão e na China, bem como os Campeonatos Mundiais Sênior e Júnior, que devem ocorrer na Espanha em setembro.

Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo. Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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