Bicampeãs de Rio 2016 se reencontram na Baía de Guanabara no SailGP, com Martine fazendo história como capitã e Kahena defendendo a Dinamarca
A Baía de Guanabara volta a ser cenário de um capítulo especial da vela brasileira. Dez anos após o ouro nos Jogos do Rio 2016, Martine Grael e Kahena Kunze estão de volta ao mesmo palco, mas agora em equipes diferentes, para a etapa do SailGP, que acontece nos dias 11 e 12 de abril.
Se em 2016 elas dividiram o barco rumo ao título olímpico na classe 49er FX, desta vez os caminhos são distintos. Martine lidera o Mubadala Brazil SailGP Team e entra para a história como a primeira mulher capitã da liga. Já Kahena integra a equipe da Dinamarca, levando sua bagagem olímpica para um novo desafio no circuito internacional.
O retorno ao local da conquista carrega um peso simbólico gigante. Foi ali que a dupla escreveu uma das páginas mais marcantes do esporte brasileiro, com direito a comemoração histórica ao lado da torcida. Agora, o cenário é o mesmo, mas o contexto mudou: barcos voando a até 100 km/h, tecnologia de ponta e uma nova era da vela.
Protagonismo e reencontro histórico
Mais do que nostalgia, o reencontro reforça o protagonismo feminino na modalidade. À frente do time brasileiro, Martine quebra barreiras em um ambiente ainda majoritariamente masculino. Do outro lado, Kahena segue como referência de consistência e longevidade no alto nível.
A etapa carioca ainda promete um verdadeiro desfile de estrelas, com 12 equipes reunindo 27 medalhistas olímpicos e um total de 40 medalhas no currículo, incluindo nomes que também estiveram no pódio no Rio 2016.
Primeira vez do SailGP na América do Sul, o evento no Rio já nasce histórico. E, com Martine e Kahena de volta ao “lugar onde tudo aconteceu”, ganha ainda mais peso, daqueles que o esporte brasileiro não esquece.









