10 anos depois, Martine e Kahena voltam ao palco do ouro olímpico

Bicampeãs de Rio 2016 se reencontram na Baía de Guanabara no SailGP, com Martine fazendo história como capitã e Kahena defendendo a Dinamarca

Martine Grael
Martine Grael, da equipe Mubadala Brazil SailGP, na temporada de 2025. Foto: Divulgação/Ricardo Pinto/SailGP

A Baía de Guanabara volta a ser cenário de um capítulo especial da vela brasileira. Dez anos após o ouro nos Jogos do Rio 2016, Martine Grael e Kahena Kunze estão de volta ao mesmo palco, mas agora em equipes diferentes, para a etapa do SailGP, que acontece nos dias 11 e 12 de abril.

Se em 2016 elas dividiram o barco rumo ao título olímpico na classe 49er FX, desta vez os caminhos são distintos. Martine lidera o Mubadala Brazil SailGP Team e entra para a história como a primeira mulher capitã da liga. Já Kahena integra a equipe da Dinamarca, levando sua bagagem olímpica para um novo desafio no circuito internacional.

O retorno ao local da conquista carrega um peso simbólico gigante. Foi ali que a dupla escreveu uma das páginas mais marcantes do esporte brasileiro, com direito a comemoração histórica ao lado da torcida. Agora, o cenário é o mesmo, mas o contexto mudou: barcos voando a até 100 km/h, tecnologia de ponta e uma nova era da vela.

Protagonismo e reencontro histórico

Mais do que nostalgia, o reencontro reforça o protagonismo feminino na modalidade. À frente do time brasileiro, Martine quebra barreiras em um ambiente ainda majoritariamente masculino. Do outro lado, Kahena segue como referência de consistência e longevidade no alto nível.

A etapa carioca ainda promete um verdadeiro desfile de estrelas, com 12 equipes reunindo 27 medalhistas olímpicos e um total de 40 medalhas no currículo, incluindo nomes que também estiveram no pódio no Rio 2016.

Primeira vez do SailGP na América do Sul, o evento no Rio já nasce histórico. E, com Martine e Kahena de volta ao “lugar onde tudo aconteceu”, ganha ainda mais peso, daqueles que o esporte brasileiro não esquece.

Jamis Gomes Jr.

Jamis Gomes Jr.

Repórter no Surto Olímpico. Licenciado em Literatura Inglesa. Jornalista com passagens por Quinto Quarto, Blog de Escalada, Minha Torcida, Futebol Interior, Techpost, Esportelândia, entre outros. Coberturas esportivas no Rio Open, Superliga, NBB, WSL e mais. Escrevo crônicas com alma — onde o esporte encontra a poesia e a verdade. Surtado desde Nov/2024.
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