Ainda estou impactado pelo que Alison dos Santos fez ontem. Um recorde mundial, o primeiro do Brasil em provas de pista, tornando Piu o quinto brasileiro a ter um recorde mundial - ao lado de Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudencio, João do Pulo e Ronaldo da Costa - foi algo para colocar o velocista entre os gigantes do esporte. E nos leva a crer que este é o ciclo para o 'Piu' brilhar e se consagrar em Los Angeles.
Em 2026, Alison e seu treinador, Felipe de Siqueira, aproveitaram esse ano 'morto' sem mundial, para melhorar aspectos da corrida, como largada, passada e ataque à barreira, e assim baixar a sua melhor marca da carreira (o famoso PB, personal best), que era o 46s29, marca que lhe deu o título mundial dos 400m com barreiras em 2022.
E pela evolução de Piu na temporada, esse PB sairia mais cedo ou mais tarde. Na penúltima etapa da Diamond League no domingo (23), 46s43, melhor tempo do mundo e segunda melhor marca da vida.
Agora o que ninguém esperava era que Alison ia aniquilar essa melhor marca do ano em 0s59 na prova seguinte da Diamond League em Zurique. Uma diferença muito grande em poucos dias de diferença, que comprova que Piu é um talento raro.

