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Surto Opina: A vez do Alison do Santos

Karsten Warholm e Rai Benjamin tiveram seus períodos dominantes nos 400m com barreiras. E a vez do Piu chegou ( que dure até Los Angeles!)

Marcos Antonio 2 min
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Surto Opina: A vez do Alison do Santos
Foto: Diamond League/Divulgação

Ainda estou impactado pelo que Alison dos Santos fez ontem. Um recorde mundial, o primeiro do Brasil em provas de pista, tornando Piu o quinto brasileiro a ter um recorde mundial - ao lado de Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudencio, João do Pulo e Ronaldo da Costa - foi algo para colocar o velocista entre os gigantes do esporte. E nos leva a crer que este é o ciclo para o 'Piu' brilhar e se consagrar em Los Angeles.

Em 2026, Alison e seu treinador, Felipe de Siqueira, aproveitaram esse ano 'morto' sem mundial, para melhorar aspectos da corrida, como largada, passada e ataque à barreira, e assim baixar a sua melhor marca da carreira (o famoso PB, personal best), que era o 46s29, marca que lhe deu o título mundial dos 400m com barreiras em 2022.

E pela evolução de Piu na temporada, esse PB sairia mais cedo ou mais tarde. Na penúltima etapa da Diamond League no domingo (23), 46s43, melhor tempo do mundo e segunda melhor marca da vida.

Agora o que ninguém esperava era que Alison ia aniquilar essa melhor marca do ano em 0s59 na prova seguinte da Diamond League em Zurique. Uma diferença muito grande em poucos dias de diferença, que comprova que Piu é um talento raro.

E o que empolga também é que seus rivais parecem estar no teto físico e técnico enquanto Piu parece ainda ter 'lenha para queimar'. Kasten Warholm e Rai Bejamin, os outros integrantes do big three da prova, estão com 30 e 29 anos, respectivamente, contra 26 de Alison que, ao contrário dos seus rivais, é o único que baixado seu PB desde a mítica prova de Tóquio-2020, que os três correram abaixo do recorde mundial. E já baixou quase um segundo de cinco anos para cá - 0s88 para ser mais exato, com 46s72 sendo a marca de Tóquio e 45s84 sendo a marca de agora.

E as chances de pódio, ou melhor, de um ouro em Los Angeles? Se ele se mantiver saudável e forte, as chances são muito boas. Claro que falta muito tempo, e pode surgir algum talento prodígio (Matheus Lima? não me importaria em uma dobradinha no pódio em Los Angeles), mas Warholm e Benjamin, se voltar para sua prova principal já que ele tem corrido apenas os 400 metros rasos, são caras diferenciados e podem atrapalhar esse sonho do ouro. Mas convenhamos: Warholm dominou a prova por um tempo, depois foi Benjamin, acho que agora, chegou a vez do Piu.

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#Alison dos Santos#400m com Barreiras