Hearn foi preso na sexta-feira
O ex-canoísta olímpico estadunidense David Carter “Davey” Hearn foi preso por destruição de propriedade do governo no espelho d’água do Lincoln Memorial, horas antes de o presidente Donald Trump afirmar que o local havia sido vandalizado após sua recente reforma. Hearn alega que estava apenas tocando em um pedaço de revestimento que havia se soltado.
Policiais da U.S. Park Police prenderam o atleta de 67 anos — que competiu na modalidade de canoagem slalom em três edições dos Jogos Olímpicos — na sexta-feira, 19 de junho. A prisão ocorreu depois que ele parou para observar o espelho d’água recém-reformado em Washington, D.C., durante um passeio de bicicleta de aproximadamente 83 km, segundo o jornal The Washington Post.
Hearn disse ao Post que, ao notar um pedaço de revestimento parcialmente solto da estrutura — pintada de um tom de azul inspirado na bandeira dos EUA como parte de uma reforma de mais de 14 milhões de dólares —, ele colocou a mão na água para sentir a textura do material. Poucos instantes depois, ele foi preso.
Enquanto se preparava para sair e retomar seu passeio de bicicleta, o ex-atleta olímpico foi detido e preso pelos policiais da U.S. Park Police sob a acusação de contravenção por destruição de propriedade do governo, informou o Post. Hearn afirmou ao jornal que sua detenção em uma instalação da polícia do parque durou quase cinco horas, sendo liberado por volta das 21h (horário local).
No sábado, 20 de junho, Hearn declarou ao Post que “não vandalizou nada”.
“Não destruí, quebrei nem arranquei nada”, disse o ex-atleta olímpico. “Quando me dei conta do que estava acontecendo, já estava sendo algemado.”
“Coloquei a mão lá e consegui segurar a ponta daquele pedaço que estava solto, que já estava se desprendendo”, disse ele sobre suas ações no espelho d’água do Lincoln Memorial na sexta-feira. “Ainda estava preso ao fundo. Não removi nada.”









