Trump disse que ligou para Infantino para reverter a expulsão do jogador dos Estados Unidos
O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou na sexta-feira (24) que não investigará Gianni Infantino, pois a denúncia contra o presidente da Fifa está fora de sua competência.
O grupo de defesa dos direitos humanos FairSquare apresentou uma queixa ao COI alegando que Infantino violou a Carta Olímpica ao não cumprir as regras de neutralidade política “por meio de declarações ou outras manifestações claras de apoio ao presidente dos EUA”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu durante a Copa do Mundo que ligou para Infantino para pedir que ele revisasse um cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun.
Esperava-se que o atacante perdesse o jogo das oitavas de final de sua equipe contra a Bélgica, após ter sido expulso na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina.
No entanto, após a intervenção de Trump, a suspensão de uma partida foi adiada por 12 meses. Nenhum motivo foi apresentado, além da menção a uma regra que permite a suspensão de punições.
Balogun foi titular na partida, que a Bélgica venceu por 4 a 1.
Infantino é membro do COI desde 2020.
A seção dois da Carta Olímpica estabelece: “Os membros do COI não aceitarão de governos, organizações ou outras partes qualquer mandato ou instrução que possa interferir na liberdade de sua ação e de seu voto”.
O COI afirmou que a denúncia contra Infantino estava fora da jurisdição de sua Comissão de Ética.
“A atual denúncia, referente ao presidente da Fifa, diz respeito apenas às decisões da federação internacional sobre sua governança e gestão — incluindo suas relações com governos — e à aplicação das regras do esporte pela federação internacional; ambos os aspectos estão fora do escopo de aplicação do Código de Ética do COI”, declarou a entidade.
O comunicado do COI foi divulgado um dia após vir a público que a Federação Norueguesa de Futebol (NFF) estava considerando apresentar uma queixa formal ao Comitê de Ética da Fifa sobre a decisão de suspender a punição automática de um jogo aplicada a Balogun.
Em declaração à BBC, a presidente da NFF, Lise Klaveness, disse que a federação reagiu com “forte preocupação” e que a decisão sobre apresentar ou não uma queixa seria tomada na próxima reunião da diretoria.
A federação já havia apresentado uma queixa sobre a concessão do primeiro Prêmio da Paz da Fifa a Trump.









