Principais atletas do Brasil estiveram na disputa das modalidades Boulder, velocidade e paraescalada
Curitiba recebeu entre os dias 17 e 21 de abril o Campeonato Brasileiro de escalada, o evento foi realizado no Centro de Treinamento Olímpico de Escalada, no Parque Olímpico do Cajuru. Visando fortalecer a modalidade que vem se consolidando e estará presente pela terceira vez seguida no cronograma olímpico, desta vez em Los Angeles 2028.
O evento promovido pela Confederação Brasileira de Escalada Esportiva – CBEscalada, recebeu os melhores atletas do país para disputar os títulos nacionais nas modalidades boulder, velocidade e paraescalada.

Modalidade Boulder foi a primeira a definir seus campeões
Nesta modalidade os atletas são desafiados por paredes denominadas de problemas, onde o atleta precisa de força, técnica e resistência para chegar as zonas de pontuação intermediária e topo (tops) conquistando assim o máximo dos pontos. No feminino, a atleta da casa Mariana Hanggi de apenas 17 anos, que também faz parte da seleção brasileira de escalada, mostrou toda sua técnica e experiência sendo a atleta que mais conseguiu chegar ao topo das paredes em toda a competição, desta forma, sagrando-se campeã. Na disputa pelas outras vagas no pódio, melhor para as estreantes Júlia Izzo (SP) que ficou em 2º lugar e Bianca Melo (SC) que ficou em 3º, ambas integram a seleção brasileira juvenil.
No masculino, a final foi totalmente dominada por atletas do estado de São Paulo. Felipe Ho, Rodrigo Hanada, Samuel Silva e André Macedo campeão em 2025, fizeram uma final disputada até os últimos problemas, sendo decidida apenas nos critérios de desempate. O atleta da seleção brasileira Rodrigo Hanada venceu a disputa. Samuel Silva ficou com a prata e Felipe Ho conquistou o terceiro lugar.
Escala de velocidade
Na modalidade velocidade, os atletas tentam escalar uma parede de 15 metros no menor tempo possível, é um alinhamento de destreza, técnica e explosão para superar a parede e o adversário. As disputas da escalada de velocidade foram realizadas nesta terça (21), e a competição mostrou um excelente nível dos atletas. Alguns recordes nacionais e pessoais foram quebrados e os duelos foram muito acirrados.

No naipe feminino as finais trouxeram um confronto de gerações, atletas mais experientes enfrentaram jovens atletas em disputas bem equilibradas, melhor para a experiente atleta paulista Débora Albuquerque que havia conquistado o 3º lugar em 2025, e agora em 2026, se torna a grande campeã com o tempo de 10.49s. A catarinense Bianca Melo que havia ficado com o bronze no Boulder, também deu show na velocidade ficando 2º e Valentina Ribas (SC) completou o pódio na 3ª posição.
Entre os homens, Pedro Egg (SC) atleta da seleção brasileira, vinha se destacando e detonando os tempos nas qualificatórias, estabeleceu o novo recorde brasileiro nas semifinais com o tempo de 5.91s e chegou como favorito a grande final contra outro destaque, o paulista Caio Soares. Numa final muito aguardada, a surpresa: Pedro queimou a largada e pelas regras da modalidade foi eliminado, melhor para Caio que fez uma competição impecável e pela primeira vez leva o título para casa. Na 3ª posição ficou Caio Egg (SC), irmão de Pedro.
Paraescalada:
Na paraescalada atletas com diversas deficiências e classes funcionais, desafiaram as paredes do CT de escalada. Com grandes disputas, alto nível técnico e histórias de superação, a competição foi marcada pelo aumento de atletas inscritos, foram 37 no total.

Feminino
Na segunda (20), foram disputadas as primeiras finais no feminino, e nenhuma surpresa aconteceu. Na classe B1 (cego total) a paranaense Roberta de Paula foi a grande campeã, na classe B2 (Cego Parcial/Baixa Visão) Lívia Rodrigues (SP)manteve sua hegemonia, na classe RP3 (impacto leve, mas perceptível, na potência e alcance do movimento) Marina Dias (SP), atual campeã mundial levou o primeiro lugar. Na terça (21) foi a vez de uma classe estreante, a AL2 (Deficiência de membros inferiores) e a primeira campeã foi a mineira Agatha Vitoria.
Masculino
No primeiro dia de disputas o vice-campeão mundial Eduardo M. Schaus dominou a classe AU2 (amputação ou função reduzida do braço) e saiu com o título. Já na classe AU3 (amputação ou função reduzida das mãos ou dedos) a disputa foi muito equilibrada e finalizou com dois atletas paranaenses empatados em primeiro lugar, Leonardo Vilha e Wallace Brescrovaine.
Abaixo, todos os campões da paraesclada/CBEscalada
Pódios Femininos
AL2 Fem – Agatha Vitoria Siqueira – MG
AL2 Fem – Julia de Almeida Pistarini – SC
AL2 Fem – Lucilia Aparecida dos Santos – SP
RP2 Fem – Claudete Aparecida – SP
RP3 Fem – Marina Dias – SP
B1 Fem – Roberta de Paula – PR
B2 Fem – Lívea Rodrigues – SP
B2 Fem – Larissa Rossi – DF
B2 Fem – Ketyla Teodoro – SP
Pódios Masculinos
AL1 Masc – Kauê de Morais – SP
AL2 Masc – Luciano Frazão – DF
AL2 Masc – Gustavo Santos – SC
AL2 Masc – Michael Santana dos Santos – SP
AU2 Masc – Eduardo M. Schaus – PR
AU2 Masc – Vitório Pomi Felix – GO
AU3 Masc – Leonardo Vilha – PR e AU3 Masc – Wallace Brescrovaine – PR
AU3 Masc – Pedro Angerame – SP
B1 Masc – Robson Mendes – PR
B1 Masc – Allan Pereira – PR
B1 Masc – José Luiz Maia (SP)
RP1 Masc – Lucas D’elly – SC
RP1 Masc – Fábio Bordignon – RJ
RP1 Masc – Daniel Gonçalves – RJ
RP2 Masc – Matheus Bonamigo – PR
RP3 Masc – Igor Mesquita – RJ
RP3 Masc – Luiz Domingues – SP
RP3 Masc – Arthur Vidal – MG









