CT completa 10 anos no sábado (23)
O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, completa dez anos neste sábado, 23, reconhecido como sede de competições de nível internacional, nas quais grandes atletas exibem suas melhores performances.
Tanto é assim que 67 recordes mundiais já foram batidos na piscina, na pista e no campo do CT Paralímpico desde sua fundação, às vésperas dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.
Foi no Centro de Treinamento Paralímpico que o paraibano Petrúcio Ferreira se consolidou como o atleta paralímpico mais rápido do mundo. Isso aconteceu no dia 31 de março de 2022, quando ele completou os 100m da classe T47 (comprometimento em membros superiores) em 10s29. O hoje tricampeão paralímpico seguiu correndo em alta performance e, no dia seguinte, quebrou um segundo recorde mundial, desta vez ao fechar os 200m de sua classe em 20s83.
“Desde a inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico, em 2016 estou competindo e treinando nele. Competir no CT Paralímpico é competir em casa, o que é sempre muito bom para nós atletas. Muitos dos meus melhores resultados foram feitos no CT, graças ao acolhimento que ele dá para cada um de nós”, afirmou Petrúcio.
Façanha parecida foi alcançada pela maranhense Rayane Soares, da classe T13 (baixa visão), durante o Troféu Brasil de Atletismo de 2025. Correndo ao lado de atletas olímpicos, a velocista obteve o novo recorde mundial dos 100m no dia 31 de julho, ao completar a prova em 11s66; e dos 200m no dia 2 de agosto, ao obter a marca de 24s19.
O primeiro recorde mundial do CT foi estabelecido logo na primeira competição de atletismo realizada no local. No dia 6 de julho de 2016, na prova do salto em distância, da classe T11 (cegos), a mato-grossense Silvania Costa registrou a marca de 5,37m.
Mas ninguém quebrou tantas vezes um recorde mundial quanto a paulista Beth Gomes. A atleta fez história no CT 17 vezes, registrando marcas que até então nenhuma atleta de sua classe havia obtido. O primeiro deles veio em junho de 2018, no arremesso de peso da classe F52 (que competem sentados), com 7,41m. A melhor marca do planeta mais recente obtida por Beth no CT, veio em junho de 2024, no lançamento de disco da classe F53 (que competem sentados), com 18,45m.
“Vi o CT Paralímpico nascer e logo percebi que ele seria minha segunda casa. Ali, eu posso competir sem preocupação. Tenho um local adequado para me hospedar antes da competição, para que eu possa ter como única preocupação fazer o meu melhor. Meus grandes feitos, meus recordes que foram muitas vezes batidos ali, são resultado de toda a estrutura que temos. Só tenho a agradecer tudo o que é oferecido para que tenhamos a melhor performance dentro de um cenário brasileiro e mundial”, afirmou Beth.
Quando consideradas apenas as marcas obtidas na natação, o destaque é o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, que obteve oito recordes mundiais no CT. A primeira vez foi em abril de 2019, com 1min06s53 nos 50m borboleta da classe S2 (comprometimento físico-motor). Já o mais recente foi na mesma prova, em junho de 2023, quando o atleta registrou 53s80.
Pertence à jovem paulista Alessandra Oliveira, 17, da classe SB4 (comprometimento físico-motor) o recorde mundial mais recente do CT: nos 100m peito de sua classe, em dezembro do ano passado. A representante da nova geração de grandes atletas obteve o feito com o tempo de 1min41s47.









