Evento aconteceu no final de abril, começo de maio
A Federação Russa de Ginástica apresentou uma queixa formal à Federação Europeia de Ginástica esta semana sobre as notas atribuídas na Copa Europeia de Ginástica Rítmica em Baku, realizada de 30 de abril a 3 de maio.
Em carta assinada por sua secretária-geral, Snezhana Shatalova, a federação solicita esclarecimentos técnicos sobre a avaliação do grupo AIN2 na final da rotina com três arcos e dois pares de maças, onde a equipe caiu da primeira posição na qualificação para a terceira na disputa por medalhas. De acordo com o documento, visto pelo Inside The Games, a Rússia pede a verificação das “notas finais das equipes medalhistas”: Bulgária (27.350), Israel (27.050) e AIN2 (26.800). A carta argumenta que os grupos búlgaro e israelense apresentaram “erros técnicos significativos” que, na visão da Rússia, “não foram refletidos em suas notas finais”.
Em carta, a federação solicita esclarecimentos técnicos sobre a avaliação da equipe russa na final da rotina com três arcos e dois pares de maças. O documento acrescenta que os treinadores da AIN2 apresentaram uma consulta relativa aos componentes DB (Dificuldade Corporal) e DA (Dificuldade do Aparelho), mas essas notas “permaneceram inalteradas”. Os painéis de jurados que atuaram no torneio incluíram: Painel de Dificuldade Corporal, Hristiana Todorova (Bulgária), Larisa Lukyanenko (AIN1, Bielorrússia); e Painel de Dificuldade do Aparelho, Ella Samofalov (Israel) e Natalia Yeremina (Ucrânia).
Além de qualquer noção de revisão, um cenário que a declaração reconhece não estar contemplado a posteriori, a federação enfatiza que seu principal objetivo é compreender os critérios aplicados. “Desejamos promover a máxima transparência e uma compreensão clara dos critérios de avaliação”, escreve Shatalova, antes de solicitar “um comentário técnico ou uma análise detalhada da pontuação” para a AIN2 na final do confronto direto.
Nesse mesmo sentido, ela pede esclarecimentos sobre “quais erros específicos foram identificados” em DB e DA, bem como em Execução e Expressão Artística, para que a preparação possa ser direcionada adequadamente daqui para frente.
A disputa surge em um momento de grande sensibilidade em relação ao próprio sistema de julgamento.
Esse contexto, combinado com a remoção de certos elementos de dificuldade física e uma tendência a nivelar o valor de composições marcadamente diferentes, tem alimentado discussões recorrentes sobre o que exatamente está sendo recompensado na ginástica rítmica contemporânea.
Em Baku, a reclamação russa se concentra especificamente na rotina de grupo com arcos e maças, o segmento que, segundo Shatalova, gerou mais discussões devido ao contraste entre a qualificação e a final.
A potência eurasiática no esporte também ressalta que está disputando sua primeira temporada internacional completa após um hiato de quatro anos, com uma equipe jovem que busca “compreender os critérios modernos de avaliação, a lógica da pontuação e as tendências do esporte”. A carta termina com uma nota institucional, agradecendo aos organizadores “pelo evento e pela sua abertura ao diálogo”, ao mesmo tempo que expressa a expectativa de “continuar a cooperar de forma construtiva”.
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