Da Bahia para o mundo – e rumo a Los Angeles: uma entrevista com o boxeador Wanderley Pereira

O boxeador concedeu entrevista exclusiva ao Surto Olímpico e fala de baianos revelados ao boxe nacional, patamar atingido na modalidade e expectativas para LA28

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Esta semana, o Surto Olímpico bateu um papo com o boxeador Wanderley Pereira. Na entrevista que você lerá, ele falou das projeções para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, a preparação para o ciclo de LA28 e dos grandes nomes revelados pelo estado da Bahia para o boxe nacional.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

SO: Como o boxe surgiu na sua vida? E de quebra, comente um pouco sobre as suas inspirações na modalidade.

Wanderley: O boxe surgiu desde pequeno. Sempre gostei de lutas, e como era uma cidade pequena, não tinha muita coisa, tinham aulas de boxe lá, e eram no mesmo lugar onde eu participava do grupo de escoteiro. Fui criando um interesse, até convencer minha mãe a deixar eu participar. Minhas inspirações são meus companheiros de equipe e meu irmão, que também luta, além de algumas inspirações internacionais.

SO: Você, numa entrevista ao Correio da Bahia, falou dos grandes nomes que o estado da Bahia já revelou ao boxe brasileiro na história: Popó e Valdemir Pereira. Qual a sensação de levar o nome não só do Brasil, mas também de honrar a Bahia a cada competição disputada?

Wanderley: É uma honra pra mim fazer parte dos grandes nomes dos boxeadores da Bahia. O boxe é um celeiro nacional no esporte e eu fico muito feliz de fazer parte disso, de poder inspirar assim como já fui inspirado, poder inspirar novas crianças a entrarem no esporte.

SO: Wanderley, o boxe olímpico brasileiro ganhou muita visibilidade nos últimos anos e em Paris 2024 recebeu algumas críticas por ter ido abaixo do esperado, em comparação a Tóquio. Como você lida com esse patamar que o boxe brasileiro atingiu e a pressão de ser uma fonte de medalhas na Olimpíada?

Wanderley: O boxe tem atingido um patamar muito grande. É um trabalho que vem de bastante tempo, e estamos chegando, se transformando em uma potência no cenário mundial. Não sinto pressão com isso, fico até feliz de certa forma. E a gente vai atingir essa expectativa, trabalhamos bastante para isso e estamos focados no nosso objetivo, que é as Olimpíadas.

SO: A Seleção se redimiu dos Jogos Olímpicos com um ótimo mundial. Como foi essa virada de chave para entregar um bom resultado?

Wanderley: A gente está num trabalho que vem de bastante tempo, estamos agora de nova comissão técnica, com o mesmo foco, mesmo nível de preparação, o trabalho continua. Era normal que isso acontecesse no Mundial, foi um Mundial muito bom e com certeza será esse o patamar do boxe brasileiro daqui pra frente.

SO: Apesar de jovem, você já tem uma experiência em grandes competições. Como você vê essa bagagem para encarar essa bagagem para encarar o ciclo olímpico de Los Angeles 2028?

Wanderley: A experiência é importante. Você saber lidar com tudo que vem junto com esse ciclo, a preparação para chegar forte em 2028. Eu tô tranquilo, já sabemos o caminho, o que deve ou não deve fazer, e isso pra mim é muito importante.

SO: Wanderley, com o ciclo para LA28 na metade, há muitas lições e metade de um caminho já percorrido. Como que anda a preparação para um evento tão importante como esse?

Wanderley: A preparação está maravilhosa. Estou aproveitando bastante para melhorar cada aspecto que eu acho que pode ser importante lá na frente, né? Acho que estou aproveitando bastante cada oportunidade, aprendendo com cada campeonato que vem e estamos chegando no nível que precisamos estar numa competição desse nível, né?

SO: Como você enxerga o cenário atual do boxe?

Wanderley: Cenário de uma equipe muito competitiva, estamos sempre entre as principais equipes do mundo.

SO: Conte um pouco da alegria de disputar a segunda olimpíada na sua carreira.

Wanderley: Não posso dizer que é uma alegria por enquanto, é mais uma expectativa. E com certeza vamos alcançar, estamos trabalhando bastante, já sabemos o caminho que tem que percorrer. É trabalhar e ir para deixar nosso nome marcado com uma medalha.

João Hudson

João Hudson

Cearense com muito orgulho. 20 anos de idade, passei por Esporte News Mundo, VAVEL Brasil e FutCearense.
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