O COI reconhece apenas estados independentes desde 1996
A Dinamarca solicitou urgência ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que reconheça seus territórios — a Groenlândia e as Ilhas Faroé — como equipes olímpicas independentes, informou o parlamento nacional nesta terça-feira.
O parlamento divulgou uma carta instando o Comitê Olímpico Internacional a reconhecer esses territórios semiautônomos como “Comitês Olímpicos Nacionais independentes” e a permitir que participem dos Jogos Olímpicos sob suas próprias bandeiras.
A retomada dessa antiga proposta olímpica — apresentada pela primeira vez há 20 anos — ocorre semanas após a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, formar um novo governo de coalizão. Ela prometeu apoiar a Groenlândia diante do desejo do presidente dos EUA, Donald Trump, de adquirir a ilha.
O COI reconhece 206 entidades olímpicas nacionais — número que supera em 13 o total de Estados-membros das Nações Unidas — e dificilmente apoiará o pedido da Dinamarca.
Desde 1996, a política da entidade olímpica tem sido reconhecer apenas Estados independentes, como ocorreu com o Kosovo em 2014 e o Sudão do Sul no ano seguinte. A Carta Olímpica define “país” como “um Estado independente reconhecido pela comunidade internacional”.
Dois atletas de biatlo da Groenlândia competiram pela Dinamarca nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, em fevereiro.









