Este iminente boicote da UEFA prejudicaria o funcionamento da Copa do Mundo Feminina, que será no ano que vem, no Brasil. Vale salientar que os associados da UEFA terão a Copa do Mundo Feminina sub-20 pela frente, e com a Polônia de país-sede, de 5 a 27 de setembro.
Em outubro, acontecerão os play-offs da UEFA, valendo vaga para a Copa do Mundo Feminina. Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales irão participar. UEFA, Concacaf – confederação que abrange América do Norte, Central e Caribe – e a Confederação Asiática de Futebol se manifestaram se maneira contrária.
Ao todo, das 211 nações que integram a FIFA, estas três englobam 143 países, formando assim ampla maioria.
O que diz a UEFA
”A UEFA e suas 55 associações-membro estão unidas. Rejeitamos, de forma unânime e inequívoca, a proposta da FIFA de transferir participações na propriedade da Copa do Mundo e de outras competições da FIFA para investidores privados.
A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. Ela é um dos maiores legados esportivos do futebol. Foi construída ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e torcedores de todos os continentes. Nenhuma parte dela deve jamais ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda.
É irresponsável e indefensável que uma proposta de tamanha importância para o futebol tenha sido concebida em segredo e levada à iminência de aprovação sem qualquer consulta significativa àqueles encarregados de zelar pelo esporte. Isso não é apenas uma falha profunda de liderança, mas uma abdicação do dever da FIFA como guardiã do futebol mundial.
Associações nacionais de todo o mundo deparam-se agora com um ultimato: aceitar a apropriação irreversível das maiores competições do futebol ou arcar com as consequências. Isso não é uma ”decisão democrática”, mas uma governança baseada na intimidação — um ato de coerção indigno de uma instituição encarregada de zelar pelo esporte global.
No entanto, nossa oposição vai muito além da questão do processo.”