O COI anunciou no dia 7 de julho o fim da suspensão russa, mas de forma provisória
Apesar dos recentes desdobramentos políticos e das expectativas geradas entre os dirigentes esportivos russos após o levantamento provisório, pelo COI, da suspensão do comitê olímpico do país em 7 de julho, a FIS mantém uma postura firme.
O Conselho da Federação Internacional de Esqui e Snowboard não alterou a situação dos atletas, mesmo diante de intensa movimentação desde que o Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) relatou desenvolvimentos relacionados à Rússia que não poderiam passar despercebidos. Vale lembrar que, em 28 de fevereiro de 2022, o COI emitiu recomendações às federações esportivas internacionais solicitando o banimento de atletas da Rússia e da Bielorrússia de torneios internacionais, citando a invasão da Ucrânia.
Agora, mais de quatro anos depois, a situação voltou ao normal com vistas aos Jogos de Los Angeles 2028.
Embora o COI tenha suspendido provisoriamente a punição ao Comitê Olímpico Russo em 7 de julho, após constatar que a entidade não incluía mais regiões ocupadas da Ucrânia, a decisão não obriga as federações individuais a readmitir atletas russos. Permanece também uma distinção importante: o COI ainda não decidiu como serão tratados a bandeira e o hino da Rússia agora que a suspensão do comitê russo foi revogada.
A Rússia continuará seus esforços junto à Federação Internacional de Esqui e Snowboard para permitir a participação de atletas nacionais em eventos internacionais sancionados pela FIS, afirmou na quinta-feira Dmitry Svishchev, membro da Federação Russa de Esqui e Snowboard. “Continuaremos trabalhando em prol desse objetivo”, disse Svishchev, que também atua como vice-presidente do Comitê de Cultura Física e Esporte da Duma Estatal.
“Estamos em diálogo com nossos colegas da FIS. À luz das recomendações mais recentes do COI, esperamos que essas discussões deem frutos”, acrescentou. Embora Svishchev mantenha o otimismo quanto a futuras consultas, o silêncio do Conselho da FIS sugere que não há uma resolução imediata à vista.
Seguindo uma linha de raciocínio idêntica à adotada pela World Athletics, o Conselho da FIS considera que, com a continuidade da guerra na Ucrânia, não houve “progresso material” — conforme explicado por Sebastian Coe após a reunião do Conselho — suficiente para justificar o levantamento das sanções humanitárias e esportivas.
Em outubro, a FIS argumentou que a inclusão de esquiadores russos, mesmo sob o status de Atleta Neutro Individual, poderia comprometer a segurança em locais de competição na Europa devido a possíveis protestos, além de prejudicar a equidade competitiva. O Comitê Paralímpico Internacional adotou uma abordagem diferente antes dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. No ano passado, o IPC permitiu que atletas russos competissem sob sua bandeira nacional em uma edição de Inverno dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez desde Sochi 2014. Em Milão-Cortina 2026, a Rússia conquistou oito medalhas de ouro e 12 medalhas no total, terminando em terceiro lugar no quadro de medalhas.









