Brasil fechou etapa chinesa com duas pratas e dois bronzes
A Seleção Brasileira de Judô voltou ao pódio no terceiro e último dia de disputas do Grand Prix de Qingdao, na China. Neste domingo (28), Guilherme Schimidt (-90kg) e Giovani Ferreira (-100kg) conquistaram pratas e fecharam a campanha de quatro medalhas do Brasil na competição. Na sexta-feira (26), Larissa Pimenta (-52kg) e Ronald Lima (-66kg) levaram bronzes no meio-leve feminino e masculino.
Confira como foi:
Guilherme Schimidt chega a quarta medalha internacional no -90kg
O primeiro pódio brasileiro do dia veio com Guilherme Schimidt (-90kg), que chegou a quinta disputa de medalha consecutiva no Circuito Mundial desde que subiu para o -90kg.
Ele estreou com vitória por yuko, no golden score, sobre o alemão Eduard Trippel, vice-campeão olímpico em Tóquio 2020. Nas oitavas de final, o brasileiro venceu o cazaque Aidar Arapov com um yuko seguido de transição para o estrangulamento, garantindo o ippon e a vaga nas quartas de final.
Na sequência, Schimidt enfrentou o chinês Qi Han e voltou a mostrar eficiência na luta de chão, imobilizando o adversário por vinte segundos até o ippon. Já na semifinal, reencontrou o uzbeque Nurbek Murtozoev, adversário que derrotou na repescagem do Grand Slam de Tbilisi, e repetiu o feito ao marcar dois yukos e assegurar presença na decisão.
Na final, ele enfrentou o bielorrusso Yahor Varapayeu. O adversário marcou um yuko e, a vinte segundos do fim, Schimidt empatou. O relógio seguiu e zerou, mas, antes que o golden score começasse, a arbitragem de vídeo revisou o lance e retirou a pontuação do brasileiro.
A prata representou o terceiro pódio de Guilherme Schimidt no Circuito Mundial deste ano e confirmou a classificação do peso médio para o Campeonato Mundial Sênior, que vai acontecer em outubro, no Azerbaijão. O critério de convocação automática adotado pela Confederação Brasileira de Judô foi a conquista de três medalhas em etapas de Grand Slam e/ou Grand Prix, feito que ele atingiu em Qingdao. Além dele, outra atleta que também garantiu a classificação antecipada foi a meio-médio Rafaela Silva (-63kg).
Anteriormente neste ano, Schmidt havia conquistado um bronze no Grand Slam de Tbilisi, em março, e uma prata no Grand Slam do Cazaquistão, em maio. Já em fevereiro, garantiu um quinto lugar no tradicional Grand Slam de Paris.
Giovani Ferreira faz segunda final de Grand Prix e fica com a prata
Na categoria acima (-100kg), outro atleta brasileiro que vem garantindo espaço em uma nova categoria de peso ficou com a medalha de prata. Giovani Ferreira, o Pezão, passou por três vitórias para chegar a sua segunda final de Grand Prix da carreira.
O meio-pesado iniciou o dia vencendo o chinês Yijie Shen, após o adversário receber a terceira punição por falta de combatividade. Nas oitavas de final, derrotou o polonês Piotr Kuczera por ippon. Em seguida, nas quartas, enfrentou o russo Idar Bifov, atual número oito da categoria, e voltou a decidir o combate por ippon.
Na semifinal, o adversário foi o israelense Iosif Simin. Mais uma vez, Giovani encontrou um novo ippon, o terceiro na competição, para assegurar vaga na final.
A disputa pelo ouro foi contra o russo Adam Sangariev. Faltando 30 segundos para o fim do combate, o adversário conseguiu jogar Pezão em ippon, deixando o brasileiro com a medalha de prata.
Para Giovani Ferreira, o resultado marcou o segundo pódio no Circuito Mundial em 2026. O judoca já havia sido bronze no Grand Prix da Áustria, em março. Ainda em Grand Prix, o brasileiro tem um ouro na etapa de Lima, em 2025.
Beatriz Freitas chega perto do bronze e outros três brasileiros não avançam
Além das finais de Schimidt e Pezão, o Brasil esteve em outra luta por medalha neste domingo. No feminino, Beatriz Freitas terminou a competição em quinto lugar.
A brasileira foi superada pela eslovena Metka Lobnik na disputa pela medalha de bronze, depois de passar por adversárias da Áustria, Coreia do Sul e Reino Unido nas preliminares; e cair para a atual líder da categoria, a alemã Anna Monta Olek, na semifinal. Em 2026, Bia tem um bronze no Grand Slam do Cazaquistão e no Campeonato Pan-Americano, além de um quinto lugar na etapa da Áustria.
O Brasil também ainda foi representado por Beatriz Souza (+78kg), Dandara Camilo (-78kg) e Marcelo Gomes (-90kg), que se despediram da competição na primeira luta.
Beatriz foi superada pela israelense Yuli Alma Mishiner; Dandara não passou pela norte-coreana Won Hui Jang; e Marcelo caiu para o estadunidense John Jayne.
Relembre os primeiros pódios brasileiros
As duas primeiras medalhas do Brasil no Grand Prix de Qingdao foram conquistadas no primeiro dia de competição, na sexta-feira (26). Larissa Pimenta (-52kg) garantiu o bronze ao vencer a azeri Gultaj Mammadaliyeva no golden score, marcando um yuko.
Pouco depois, Ronald Lima (-66kg) também subiu ao pódio. Na disputa pela medalha de bronze contra o mongol Baskhuu Yondonperenlei, o brasileiro repetiu o roteiro de Larissa: marcou um yuko no golden score e assegurou mais uma medalha para o país.
Com a competição chegando ao fim, a delegação brasileira ainda permanecerá na China por mais uma semana para um treinamento de campo. Depois, o próximo compromisso é o Grand Prix de Lima, no Peru, em agosto.









