Esportes olímpicos tradicionais lutam pela sobrevivência após o COI reformular a maneira como as modalidades são escolhidas — uma mudança que deixa Brisbane 2032 com apenas quatro escolhas discricionárias e coloca a cidade-sede em uma disputa política de alto risco sobre o que permanece e o que é descartado.
A informação é do jornal australiano The Australian.
Faltando apenas seis anos para os Jogos, os organizadores de Brisbane ainda não têm clareza sobre o programa esportivo exato, depois que o Comitê Olímpico Internacional (COI) concordou, nesta semana em Lausanne, com uma nova análise baseada em dados para a inclusão de diferentes modalidades a partir dos Jogos de 2032.
Várias modalidades esportivas correm agora risco iminente de serem cortadas das Olimpíadas de Brisbane para abrir espaço a alternativas novas e mais empolgantes.
Somente após a seleção desse grupo principal — previsto para incluir cerca de 47 modalidades (ou subcategorias) dentro de aproximadamente 28 esportes — é que Brisbane poderá fazer valer sua opinião.
Os organizadores de Brisbane 2032 elaboraram uma lista de prioridades para suas quatro escolhas discricionárias, mas nenhum dos esportes foi informado de que consta nela. A incerteza decorre do fato de não se saber se alguma das opções preferidas pelos organizadores de Brisbane, como o críquete, poderá acabar sendo incorporada ao programa principal do COI.
A classificação dos esportes é, atualmente, um segredo absoluto. No entanto, o jornal The Australian pode revelar que a lista de Brisbane 2032 inclui novas modalidades como críquete, netball, skate, escalada esportiva, surfe, flag football e o salvamento aquático esportivo (surf lifesaving) — este último em uma situação limítrofe —, embora muitas dessas opções ainda apresentem questões a serem resolvidas.
Dependendo das decisões que o COI tomar nos próximos meses sobre os esportes mais vulneráveis, existe uma possibilidade real de que Brisbane tenha que usar uma de suas quatro escolhas com a canoagem slalom, devido à popularidade e ao sucesso da multicampeã olímpica Jess Fox — que é membro do COI — somados às obras já realizadas na instalação de Redlands, ao sul de Brisbane.
A pista de slalom de Brisbane 2032, orçada em US$ 250 milhões, está sendo estruturada não apenas para servir como local de competição, mas também para oferecer treinamento importante às equipes de serviços de emergência que atuam em resgates durante enchentes.

