Bronze na fita em Cluj-Napoca ficou com a israelense Daniela Munits, que levou vantagem nos critérios de desempate
A brasileira Maria Eduarda Alexandre ficou bem perto do pódio na etapa de Cluj-Napoca, na Romênia, da World Challenge Cup.
A representante do Brasil empatou com a israelense Daniela Munits na final da fita. Ambas receberam a nota 27.600. No entanto, a execução de Munits valeu 7.650, o que lhe rendeu a medalha de bronze, enquanto Maria Eduarda conseguiu 7.400 de execução.
A ucraniana Taisiia Onofriichuk levou o ouro na fita (28.000). A prata ficou com a uzbeque Takhmina Ikromova (27.850). A representante do Uzbequistão também foi bronze no individual geral.
Maria Eduarda recebeu nota 27.450 tanto na qualificação como na final da bola, e fechou sua participação nesse aparelho com a sexta colocação. Nesse aparelho, o pódio foi assim formado: ouro para a polonesa Liliana Lewinska (28.250), prata para a ucraniana Taisiia Onofriichuk (28.100) e bronze para a romena Amalia Lica (27.850).
Deixando sempre claro que o grande objetivo neste ano é poder representar o Brasil no Mundial de Frankfurt, na Alemanha, que será disputado em agosto, Solange considerou “muito positiva” a participação de Maria Eduarda na Romênia. “Sempre analisamos a evolução da atleta dentro de um projeto de longo prazo, e, sob esse aspecto, considero que Maria foi muito bem em Cluj-Napoca”.
As perspectivas da atleta são consideradas boas, na visão da treinadora. “Maria mostrou que está cada vez mais próxima das melhores atletas do circuito internacional. Chegar à final da bola e ficar muito perto do pódio na fita demonstra que ela tem nível técnico para disputar posições importantes. Ao mesmo tempo, a competição também reforçou um ponto que já vínhamos trabalhando: no alto rendimento, não basta alcançar esse nível, é preciso sustentá-lo durante toda a competição. Essa consistência ainda está em construção e faz parte do processo de desenvolvimento dela”.
O amadurecimento de Maria Eduarda é uma das virtudes em desenvolvimento, ainda segundo o olhar experimentado de Solange. “Saímos de Cluj com confiança, porque vimos uma atleta mais madura, mais competitiva e capaz de disputar finais internacionais. Agora o desafio é transformar esse potencial em regularidade, pensando nos próximos objetivos da temporada e, principalmente, no projeto que temos para Los Angeles-2028”.









