Entidade reafirma compromisso com excelência esportiva, desenvolvimento social, sustentabilidade e ampliação do acesso ao esporte em todo o país
Há 112 anos, em 8 de junho de 1914, um grupo de pioneiros reunido na sede da então Federação Brasileira das Sociedades de Remo deu início a uma jornada que ajudaria a transformar o esporte nacional. Naquele momento nascia o Comitê Olímpico do Brasil (COB), uma das mais antigas instituições olímpicas das Américas, criado com o propósito de representar o país no Movimento Olímpico, fortalecer o esporte de alto rendimento e promover os valores que fazem do olimpismo uma força de inspiração para gerações.
“Esta data nos traz uma reflexão do que queremos para o futuro do esporte brasileiro. Ela é uma celebração coletiva, até porque sozinhos não realizaremos nada. Essa é a construção coletiva que tanto nos orgulha. Porque o esporte une pessoas. Une o Brasil. E ele devolve pra sociedade cada centavo investido. Devolve oportunidade, dignidade e futuro. Nosso papel hoje é estar aqui para plantar sementes que germinarão, crescerão e se tornarão cada vez mais fortes”, afirma Marco La Porta, presidente do COB.
Desde 1914 o COB tem sido protagonista de uma trajetória marcada por conquistas, evolução e impacto social. Da estreia brasileira nos Jogos Olímpicos de Antuérpia 1920 aos resultados históricos alcançados em Paris 2024, o Time Brasil construiu um legado de 171 medalhas olímpicas, fruto do talento de atletas, treinadores, gestores e de todo um ecossistema esportivo comprometido com a excelência. Ao longo desse caminho, momentos inesquecíveis ajudaram a definir a identidade olímpica brasileira, consolidando o país como uma referência esportiva em constante crescimento.
Mais do que apoiar atletas rumo ao pódio, o COB atua hoje como um agente de transformação. Por meio de iniciativas que conectam esporte, educação, sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento humano, a entidade amplia o alcance dos valores olímpicos para toda a sociedade. Projetos como a Corrida Time Brasil, a Floresta Olímpica, os programas de incentivo à participação feminina no esporte, as ações do Instituto Olímpico Brasileiro (IOB) e o Transforma demonstram uma visão que vai além das competições e busca gerar impacto positivo duradouro.
“Um aniversário é sempre uma renovação, um novo ciclo que se inicia, e os 112 anos que completa o COB representam muito isso. O Comitê Olímpico do Brasil que queremos é antenado, sente as mudanças e escuta as demandas de quem realiza o esporte no dia a dia, em todos os cantos do país. Que a cada ano possamos comemorar um movimento olímpico mais unido, presente em cada vez mais lugares, levando o esporte e nossos ídolos para cada vez mais gente. É isso que todos nós desejamos”, acredita Yane Marques, vice-presidente do COB.
Esse compromisso está refletido no Planejamento Estratégico 2025-2028, que estabelece prioridades claras para o futuro: excelência esportiva, inovação, promoção de ambientes seguros, inclusão social e fortalecimento de parcerias estratégicas. A visão é construir um movimento esportivo cada vez mais moderno, conectado e capaz de oferecer as melhores condições para que atletas e organizações alcancem seu máximo potencial.
Ao celebrar 112 anos de história, o Comitê Olímpico do Brasil reafirma sua missão de liderar o desenvolvimento do esporte olímpico nacional e de inspirar milhões de brasileiros por meio dos valores da amizade, do respeito e da excelência. Com orgulho do caminho percorrido e confiança no que está por vir, o COB segue trabalhando para formar novas gerações de campeões e consolidar o Brasil entre as grandes potências olímpicas do mundo.
“Neste aniversário de 112 anos seguimos comprometidos com o alto rendimento, mas entendemos que não podemos nos limitar apenas a ele. Precisamos olhar para toda a cadeia esportiva, ampliar a prática de atividade física, aumentar a base de praticantes. Precisamos fortalecer clubes, escolas, universidades, projetos sociais e confederações e fazer o esporte chegar a mais brasileiros. Porque nenhuma potência olímpica sustentável é construída apenas no topo. Ela é construída na base, no acesso, na formação. É isso que chamamos de construção de uma verdadeira Nação Esportiva”, encerra La Porta.








