Presidente da World Athletics diz que não vai “estrangular” o desenvolvimento de novos tênis após recorde mundial na maratona

Sawe quebrou o recorde mundial da maratona correndo abaixo de 2h

Foto: Alisha Lovrich
Foto: Alisha Lovrich

O presidente da World Athletics, Sebastian Coe, afirma que a organização não irá “sufocar a inovação”, após o debate em torno do chamado “super tênis”, que ajudou Sebastian Sawe a se tornar a primeira pessoa a correr uma maratona competitiva em menos de duas horas.

O queniano de 31 anos venceu a Maratona de Londres no domingo, com o tempo de 1 hora, 59 minutos e 30 segundos, entrando para a história e quebrando uma barreira antes considerada impossível por muitos.

“Não acredito que nenhuma sociedade, nenhuma civilização, nenhum setor da economia tenha se beneficiado ao tentar sufocar a inovação”, disse Coe à BBC Sport Africa durante uma visita a Botsuana antes do Mundial de Revezamentos.

“O papel da World Athletics é muito claro: queremos viabilizar, mas também temos uma responsabilidade regulatória.”

Sawe, o etíope Yomif Kejelcha — que também correu abaixo de duas horas, terminando 10 segundos atrás de Sawe — e Tigst Assefa, que estabeleceu um novo recorde mundial como vencedora da prova feminina, usaram os tênis Adidas Adizero Adios Pro Evo 3 em Londres.

Sawe agradeceu à Adidas por produzir o que ele considerou os melhores tênis que já usou, destacando especialmente o quão leves e estáveis ​​eles são.

O primeiro super tênis a pesar menos de 100 gramas, segundo a Adidas, sua tecnologia melhora a economia de corrida em 1,6%.

Mas qualquer corredor que queira se beneficiar terá que pagar cerca de US$ 500 (R$ 2.500) para testar o produto.

“Sim, os tênis têm sua importância, mas não são o fator mais importante”, disse Coe.

“O fator mais importante é a mentalidade do atleta, o preparo físico, o treinamento de alto nível e os programas de excelência que as federações implementam para apoiar seus atletas. Tudo isso contribui para a melhora no desempenho.”

Sawe reduziu seu melhor tempo em mais de dois minutos em Londres, atribuindo a melhora ao fato de correr cerca de 200 km por semana em altitude.

Seu progresso também foi impulsionado por melhorias na alimentação. O queniano consumiu cerca de 115 g de carboidratos por hora durante a prova, após um café da manhã composto apenas por duas fatias de pão com mel e chá.
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Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo.Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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