Avaliações foram nos dias 28 e 29 de abril
Nos dias 28 e 29 de abril, a Seleção Brasileira de escalada passou por avaliações físicas no Departamento de Ciência do Esporte, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), com o objetivo de preparar atletas e comissão técnica para o ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Durante o período, os atletas foram submetidos a uma bateria de testes voltados à caracterização do perfil neuromuscular. Foram realizados exames de força em condições isométricas e dinâmicas, permitindo uma análise abrangente da capacidade de produção de força em diferentes contextos. Testes de salto vertical também foram aplicados para avaliar a potência muscular, com indicadores sobre a capacidade explosiva.
As avaliações ganham relevância no atual cenário competitivo por fornecerem dados que auxiliam a tomada de decisões ao longo da temporada, especialmente às vésperas da etapa da Copa do Mundo de Escalada, marcada para maio, em Salt Lake City (EUA).
Para o Departamento de Ciência do Esporte do Comitê Paralímpico Brasileiro, a iniciativa tem papel estratégico no desenvolvimento da modalidade no país. “Avaliar uma modalidade que estreará em Los Angeles 2028 representa uma oportunidade de construção conjunta de conhecimento entre ciência e prática”, afirma o coordenador do departamento, o médico Thiago Lourenço. Segundo ele, o processo contribui para a consolidação de dados ao longo do ciclo paralímpico.
De acordo com o analista de desempenho da Confederação Brasileira de Escalada (CBEscalada), Danilo Caruso, a iniciativa amplia as possibilidades de acompanhamento ao longo da temporada. “As avaliações permitem uma compreensão mais aprofundada das demandas da modalidade e das respostas individuais dos atletas, o que qualifica a tomada de decisão”, diz.
O aumento do volume de dados coletados, considerando diferentes classes funcionais, também contribui para a construção de conhecimento específico sobre a escalada paralímpica.
Para Andrew Oliveira, coordenador de treinamento da CBEscalada, a inserção da equipe nesse ambiente ajuda a consolidar a cultura de alto rendimento. Ele destaca que a vivência no CTPB aproxima os atletas dos padrões exigidos no cenário internacional e reforça a identidade paralímpica da modalidade.









