Rebeca Andrade voltou. Depois de dois anos de um período sabático focado na manutenção da sua saúde física e mental, a maior medalhista olímpica da história do Brasil retornou na competição de saltos do Pan-americano de Ginástica Artística. E sem parecer que ficou tanto tempo fora venceu o único ouro do Brasil nas provas individuais e mostrou mais uma vez que é uma atleta muito fora da curva.
O mais impressionante não foi apenas o ouro. Foi o fato de que, mesmo tanto tempo longe das competições, Rebeca registrou logo na primeira tentativa a maior nota de toda a fase classificatória do Pan-Americano, considerando homens e mulheres (14.533). Um feito que ajuda a reforçar o tamanho da atleta que o Brasil tem em suas mãos.
Seus saltos mais impactantes foram na fase de classificação. 14.533, 5.0 na nota de dificuldade e 9.533 na nota de execução, uma nota altíssima para quem estava retornando às competições. Seu segundo salto foi um pouco abaixo, mas ainda sim uma nota muito alta – 14.133
Na decisão do último domingo, Rebeca fez um ótimo primeiro salto novamente, repetindo a nota de dificuldade do primeiro salto na quinta e fazendo 14.433. No último salto é que Rebeca cometeu uma falha mais visível, pousando um pouco fora da linha, o que fez a diferença para a canadense Lia Monica Fontaine, medalha de prata, foi de apenas 0.017 pontos.

