Se falassem para o meu eu criança que em 5 de agosto de 2016 começaria uma olimpíada na minha cidade, o Marquinho não acreditaria. O Marcos de 2009 custou a acreditar naquele envelope escrito Rio de Janeiro. Eu passava perto do Engenhão nos jogos de futebol que começaram antes da olimpíada, não acreditava naquela atmosfera de olimpíada que eu tava sentindo. Foram dias de sonho, que talvez me fizeram pensar por um instante: Estas olimpíadas foram um surto – isso falando no sentido ’surto olímpico’ de ser
em termos esportivos foi uma olimpíada espetacular: Vimos as despedidas de duas lendas do esporte no auge, com Michael Phelps e Usain Bolt desfilando toda sua habilidade sobre-humana. Também vimos o surgimento de outra lenda, Simone Biles. E a consolidação de outras lendas como Katie Ledecky e Teddy Riner. O nível destes jogos foram altíssimos. quem viu ao vivo quaisquer uma das modalidades olímpicas, não deve ter se arrependido.
Teve problemas? sim, muitos, como em todas as olimpíadas que foram organizadas na Era moderna. Mas acho que isso não apagou em nada a aura – pra usar a palavra da moda – desta olimpíada. Nós brasileiros podemos viver todas as emoções do mundo em 16 dias: choramos com Rafaela Silva, vibramos com Martine Grael e Kahena Kunze, lamentamos com Felipe Wu, nos emocionamos com Diego Hypólito e Arthur Nory, vimos a sorte sorrir para Poliana Okimoto, nos surpreendemos com Thiago Braz, conhecemos Isaquias Queiroz, tiramos o nó da garganta do futebol de Neymar e cia, consagramos Bernardinho e sua seleção de vôlei, entre muitos outros que fatalmente estou esquecendo nesse texto mais confessoral, mas que também merece seu crédito ao entrar na história.

