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Surto Opina: A Cerimônia de Abertura que vi de perto

Marcos Antonio fala dos 10 anos da Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, que ele esteve presente no Maracanã

Marcos Antonio 2 min
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Surto Opina: A Cerimônia de Abertura que vi de perto
Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

A Rio 2016 me deu muitos momentos inesquecíveis nos Jogos Olímpicos, mas os Jogos Paralímpicos na minha cidade me proporcionaram um momento mais incrível ainda: Ver uma cerimônia de Abertura

Em 7 de setembro de 2016, eu estava no Maracanã vendo uma cerimônia de abertura de Jogos Paralímpicos. Aquelas que eu via sempre pela TV, acontecia na minha frente. Eu estava fazendo parte dela. E assim como a cerimônia dos Jogos olímpicos, ela foi incrível.

Nitidamente foi uma cerimônia mais simples, mas muito competente. Desde o atleta radical cadeirante descendo em uma mega rampa, a grande projeção de Daniel Dias nadando pelo campo do Maracanã, até a controversa dança de Amy Purdy com um braço robótico - que fez um tremendo buraco no círculo central do gramado, o que causou fúria de muitos puristas do futebol, foi um belo espetáculo.

A parada das nações sempre foi um dos meus preferidos das cerimônias de abertura e ver de perto a entrada de cada delegação foi um momento especial, mais ainda com o Brasil entrando por último e toda aquela energia do público sendo emanada para os atletas que representavam o nosso país foi um momento muito especial.

Mas a grande emoção veio do fim, quando a tocha paralímpica chegou no estádio, e a chama seria acesa. Quando chegou até Márcia Malsar, atleta com paralisia cerebral que foi uma das pioneiras do esporte paralímpico, a história aconteceu: Em meio a uma chuva fina, e com dificuldades para caminhar em um piso molhado mesmo com uma bengala, ela perdeu o equilíbrio e caiu.

A apreensão foi grande em todas as pessoas que assistiam, inclusive eu. Mas ela não se abateu, se levantou e recebeu aplausos uníssonos até entregar a tocha para o próximo, emocionando todos que assistiam, inclusive eu.

Clodoaldo Silva, lenda do esporte paralímpico, acendeu a tocha e eu me emocionei ainda mais. Já disse que a pira da Rio 2016 é a mais linda que eu já vi e vê-la em sua magnitude iluminando o maracanã é uma das coisas que nunca vou esquecer na minha vida.

Rio 2016 foi incrível. Eu, que já admirava o esporte paralímpico, passei a admirar ainda mais, sem contar a honra de ter entrevistado lendas como Daniel Dias e o próprio Clodoaldo. E em Jogos que foram um sucesso de público, porque todo mundo com saudade dos Jogos Olímpicos, compraram todos os ingressos e aproveitaram todos os eventos.

Tenho orgulho de dizer que aproveitei muito todos os dois eventos e a saudade deles é minha maior herança.

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#Rio 2016#Especiais