A Rio 2016 me deu muitos momentos inesquecíveis nos Jogos Olímpicos, mas os Jogos Paralímpicos na minha cidade me proporcionaram um momento mais incrível ainda: Ver uma cerimônia de Abertura
Em 7 de setembro de 2016, eu estava no Maracanã vendo uma cerimônia de abertura de Jogos Paralímpicos. Aquelas que eu via sempre pela TV, acontecia na minha frente. Eu estava fazendo parte dela. E assim como a cerimônia dos Jogos olímpicos, ela foi incrível.
Nitidamente foi uma cerimônia mais simples, mas muito competente. Desde o atleta radical cadeirante descendo em uma mega rampa, a grande projeção de Daniel Dias nadando pelo campo do Maracanã, até a controversa dança de Amy Purdy com um braço robótico - que fez um tremendo buraco no círculo central do gramado, o que causou fúria de muitos puristas do futebol, foi um belo espetáculo.

A parada das nações sempre foi um dos meus preferidos das cerimônias de abertura e ver de perto a entrada de cada delegação foi um momento especial, mais ainda com o Brasil entrando por último e toda aquela energia do público sendo emanada para os atletas que representavam o nosso país foi um momento muito especial.
Mas a grande emoção veio do fim, quando a tocha paralímpica chegou no estádio, e a chama seria acesa. Quando chegou até Márcia Malsar, atleta com paralisia cerebral que foi uma das pioneiras do esporte paralímpico, a história aconteceu: Em meio a uma chuva fina, e com dificuldades para caminhar em um piso molhado mesmo com uma bengala, ela perdeu o equilíbrio e caiu.


