Cresci no interior do estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Rio Grande, à época das Olimpíadas Rio 2016. Sendo o sexto filho de uma família com nove, era difícil para meus pais conseguirem levar todos os filhos para assistir a este evento inédito no Brasil. Meu próprio pai diria algum tempo depois que se arrependeu de não ter levado todos os filhos que ainda moravam com eles (na época os 6 mais novos) para assistir aos jogos na Cidade Maravilhosa.
Então chegamos à pergunta: como tu fostes para o Rio então?
Meu irmão mais velho já tinha passagem e ingressos comprados para prestigiar o evento na segunda semana, quando o estava visitando na região metropolitana de Porto Alegre comentei que queria muito ir aos jogos, então meu irmão perguntou ao seu marido: "Temos milhas pra comprar passagem?", o aceno com a cabeça do meu cunhado foi a melhor resposta silenciosa que já vi.
Embarquei para o Rio de Janeiro na quarta-feira seguinte e lá encontrei alguns dos meus irmãos e meus pais.
Esportes que assisti
Àquela altura, os ingressos para os esportes mais prestigiados ou com brasileiros já haviam praticamente esgotado, então fui atrás dos ingressos mais baratos possíveis que consistiam em esportes pouco populares no Brasil e/ou em um dia que não tivesse brasileiro disputando. Também ganhei ingresso de um amigo e meus pais.
Os esportes que consegui ver foram: basquete masculino (França x Venezuela), basquete feminino em rodada dupla (EUA x Canadá e Espanha x Senegal), badminton, boxe, tênis de mesa e vôlei masculino (Brasil x Itália na primeira fase).



