Etapa do Circuito Mundial da modalidade vai valer pontos na classificação olímpica para Los Angeles 2028
A Seleção Brasileira de Judô está de volta ao Circuito Mundial IJF após uma pausa de mais de um mês. A partir desta sexta-feira (26), 18 atletas do país encaram o desafio do Grand Prix de Qingdao, na China, competição que tem expectativa de reunir mais de 500 atletas de 58 países e que distribui pontuação no ranking de classificação olímpica para Los Angeles 2028.
A etapa de Qingdao teve suas primeiras edições em 2015 e 2016 antes de entrar em um hiato de nove anos, retornando ao calendário da Federação Internacional de Judô em 2025. Esta será a primeira vez que o Brasil disputa a competição.
No feminino, a Seleção terá o retorno da campeã olímpica Beatriz Souza (+78kg) ao Circuito, após o Campeonato Mundial de 2025. Larissa Pimenta (-52kg), mais uma medalhista olímpica, volta depois do quinto lugar no Grand Slam de Paris, em fevereiro.
A equipe ainda contará com Shirlen Nascimento (-57kg), medalhista mundial em 2025; Gabriela Conceição (-52kg), Sarah Souza (-57kg), Nauana Silva (-70kg) e Beatriz Freitas (-78kg), medalhistas em etapas de Grand Slam e Grand Prix neste ano; Kaillany Cardoso (-70kg), bronze no Grand Prix de Guadalajara de 2025; e Dandara Camilo (-78kg), duas vezes medalhista de bronze no Campeonato Mundial Júnior.
Enquanto isso, no masculino, os medalhistas no Circuito Mundial de 2026, Ronald Lima (-66kg), David Lima (-81kg), Guilherme Schimidt (-90kg) e Giovani Ferreira (-100kg), estão na lista. Além deles, integram a equipe Diego Ismael (-60kg), bronze no Open de Benidorm; Michel Augusto (-60kg), atual número seis do mundo; Guilherme de Oliveira (-73kg), bronze no Campeonato Pan-Americano; Enzo Trombini (-81kg), recentemente bronze no CBI Troféu Brasil BNDES Sênior; e Marcelo Gomes (-90kg), top 15 no ranking mundial.
Neste ano, o judô brasileiro soma seis medalhas em etapas de Grand Prix. A campanha veio na Áustria, em março, quando o Brasil atingiu a segunda colocação geral do evento, atrás apenas do Japão. Rafaela Silva (-63kg) foi campeã; Ronald Lima (-66kg) e Giovanna Santos (+78kg) vices; e Daniel Cargnin (-73kg), Gabriela Conceição (-52kg) e Giovani Ferreira (-100kg) medalhistas de bronze.
Já em Grand Slam, o país tem 10 pódios. Em fevereiro, Rafaela Silva (-63kg) foi campeã em Paris e Jéssica Lima (-57kg) bronze em Tashkent; em março, Guilherme Schimidt (-90kg) também levou a medalha de bronze em Tbilisi; e, em maio, a Seleção garantiu a melhor campanha quantitativa do ano, com a prata de Guilherme Schimidt (-90kg) e os seis bronzes de Sarah Souza (-57kg), Rafaela Silva (-63kg), Nauana Silva (-70kg), Beatriz Freitas (-78kg), David Lima (-81kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg).
Hajime na corrida olímpica!
Em Qingdao, os brasileiros terão a chance de pontuar pela primeira vez no ranking olímpico para Los Angeles 2028.
O Grand Slam da Mongólia, que aconteceu no último fim de semana, foi o ponto de partida oficial da corrida. A partir de agora, todas as competições que integram o calendário da IJF vão passar a valer pontuações para a lista — Open, Grand Prix, Grand Slam, Masters, Campeonato Continental e Campeonato Mundial.
Nesta primeira metade da janela classificatória, que segue até o Mundial de 2027, em junho, as pontuações valem 50% no ranking. Já a partir da etapa da Mongólia de 2027 até o fim do período, em junho de 2028, os pontos são integrais.








